Turno Complementar favorece hábitos alimentares saudáveis e desintoxicação de tecnologia

Telas de televisão, tablet, celular ou notebook – qual delas é mais presente na vida do seu filho? O uso excessivo desses artefatos tecnológicos pode parecer inevitável, mas especialistas há tempos alertam que o controle é fundamental. Um desafio para mães, pais, responsáveis e para escolas há algum tempo e agravado com a necessidade de isolamento social.

No início da pandemia, com a condição das aulas remotas, as telas foram grandes aliadas – e o excesso de uso se consolidou ainda mais. Agora, com o retorno às salas de aula, as telas voltam a ser ferramentas, complementos no processo de aprendizagem, e é preciso recondicionar o vínculo com os estudantes. Nisso, as instituições de ensino podem se colocar como aliadas das famílias na busca por esse equilíbrio.

No Colégio GGE, celulares e tablets sempre tiveram uso supervisionado nas dependências da escola, variando de acordo com a faixa etária e com a utilidade dada ao artefato. Segundo a gestora pedagógica do GGE, Anabelle Veloso, é perceptível o maior interesse das crianças por telas. “Algumas, inclusive, com falta de controle das famílias. Incentivamos o uso das telas com finalidade pedagógica e orientamos as famílias no cuidado e na ‘fiscalização’ contra o uso excessivo”.

A mão da escola

Outra estratégia bastante interessante para retirar as crianças das “intoxicações eletrônicas” é o turno complementar oferecido, muitas vezes, pela própria escola. Em geral, as crianças vivenciam atividades específicas, suporte pedagógico, organização da rotina, momentos de interação com outros colegas e lazer.

“Para a família, favorece a logística e garante o suporte pedagógico especializado para os filhos, além de alimentação balanceada, rotina dosada de estudo, lazer e prática esportiva. Hoje as famílias são pouco numerosas e, muitas vezes, as crianças não têm irmãos, ou seja, não têm a oportunidade de conviver com outras crianças. O Turno Complementar favorece as relações entre as crianças, desenvolve a autonomia e proporciona um suporte pedagógico adequado’, reforça Anabelle.

De olho no prato

Também parte da equipe do GGE, a nutricionista Nancy Pernambuco percebeu que a pandemia teve forte reflexos na alimentação das crianças. À frente da educação nutricional da instituição, Nancy viu aumento no consumo de alimentos ultraprocessados e aumento na recusa por frutas, legumes e verduras. “Crianças que costumavam aceitar experimentar novos alimentos se tornaram mais resistentes. Com o isolamento, os pais liberaram mais biscoitos, doces, salgadinhos e refrigerantes”, comenta.

Agora, trabalhos lúdicos serão ainda mais importantes nessa reconquista. O retorno às aulas e ao acompanhamento nutricional tem se valido de muita ludicidade e paciência, promovendo a reaproximação das crianças a opções mais nutritivas. Nancy está confiante e os resultados já têm aparecido.

“O retorno às aulas presenciais foi muito importante para recuperar a rotina alimentar perdida na pandemia. Já estamos vendo grandes resultados com a melhora na seletividade em alguns alunos e a melhora na qualidade dos lanches que eles trazem de casa, inclusive estamos aproveitando agora a primavera e fazendo lindas plantações de hortaliças que serão colhidas futuramente por eles. Então vamos arregaçar as mangas e trabalhar em prol da saúde desses baixinhos desde já”.

Fonte: NE10

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