Tudo sobre o Projeto de Vida no Novo Ensino Médio GGE

Além do acompanhamento curricular tradicional, o programa promove o desenvolvimento intencional de habilidades socioemocionais

Assim como o ambiente familiar, a escola também deve ser um local de formação e preparação para a vida adulta. Cada vez mais, as formas de educação vêm se renovando no ambiente escolar e o que antes era resumido em pautar apenas o conteúdo acadêmico tradicional e considerar como conhecimento apenas habilidades intelectuais, hoje também são reconhecidas as diferentes maneiras de desenvolvimento pessoal. Uma forma de trabalhar a inteligência emocional dos estudantes e estimular as habilidades socioemocionais, trazendo benefícios para além da jornada de aprendizagem.

Para contribuir nesse fundamento, o Colégio GGE desenvolveu a Trilha Socioemocional, um programa com a proposta de transformar a escola em um espaço de relacionamento e codesenvolvimento de competências comportamentais e emocionais. O objetivo do projeto é estimular a autonomia e cidadania dos alunos, na construção do plano de vida de cada um, com base nos eixos e pilares essenciais para a sua formação integral. A iniciativa é uma das propostas do Novo Ensino Médio do Colégio GGE.

“A ideia do projeto é contribuir para que as escolas sejam, além de um ambiente de saber e fazer, um bom lugar para se relacionar, propor soluções e se comunicar. Um espaço onde os jovens possam ser eles mesmos de maneira integral e que recebam uma educação completa. Ambientes em que a aprendizagem possa ser enxergada a partir de avaliações comportamentais e cognitivas. Não importa apenas se o aluno aprende, mas como ele aprende, como ele se sente quando aprende e como ele enxerga e se relaciona com o outro”, declarou Pedro Simas, gestor educacional e um dos criadores do Projeto de Vida do GGE.

Pedro Simas

Pedagogicamente, todo programa é pautado numa matriz desenvolvida para projetos educacionais, respeitando as competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que passou a fazer parte do currículo obrigatório nacional tanto das escolas públicas quanto da rede privada. O projeto também tem influência do modelo internacional de educação socioemocional, o Casel, e as diretrizes da educação para a terceira década, preconizadas pela UNESCO. Todas essas referências de desenvolvimento intencional da inteligência emocional e habilidades socioemocionais foram levantadas e organizadas para formar a base da Trilha Socioemocional.

O projeto conta com uma estrutura que envolve desde ações para a comunidade escolar, com palestras, workshops e oficinas de sensibilização sobre temas relacionados a profissões do futuro, incluindo a participação da família dos estudantes como uma forma de trabalhar a educação socioemocional. Além das aulas semanais, também é disponibilizada uma coleção de livros digitais e físicos, cadernos de atividade, conteúdo audiovisual e ferramentas de avaliação emocional, com uma metodologia para o aluno resolver problemas e criar projetos, dentro do campo educacional.

O programa é pautado em três dimensões: Eu comigo; Eu com o outro e; Eu com o mundo. “Eu comigo”, são conteúdos relacionados ao autoconhecimento, sobre como encontrar o lugar no mundo, identificar e gerenciar emoções. “Eu com o outro” são conhecimentos e competências referentes a habilidades relacionais. Lidar em sociedade, conhecer novas culturas, tolerar o outro, saber se comunicar e exercitar uma série de requisitos para estar bem dentro da comunidade e ter relacionamentos saudáveis. Já “Eu com o mundo” se refere a lidar com um contexto macro ambiental. Como contribuir com o desenvolvimento de soluções para o mundo, fazer boas escolhas, entender tendências da sociedade e se comportar diante dessas, como se antecipar a problemas e, principalmente, fazer escolhas seguras.

“De uma maneira sucinta, o projeto pretende impulsionar a escola para além das habilidades técnicas e voltadas ao conhecimento científico, mas também ao desenvolvimento de habilidades comportamentais, que incluem características de personalidade e de temperamento. Trabalhando a capacidade de integrar essas habilidades para criar soluções para o mundo. Essa é a ideia do programa e talvez o maior ganho que uma instituição de ensino pode ter ao aderi-lo”, explicou Pedro Simas.

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