Tolerância e respeito na escola: Como promover um ambiente saudável?

Com a promoção dos projetos de combate ao bullying e o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, os alunos se sentem mais seguros no ambiente escolar

Atualmente, o bullying já é considerado um problema de saúde pública no Brasil e temas relacionados a esta prática, sobretudo no âmbito escolar, têm se tornado bastante recorrentes. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), um em cada três alunos em todo o mundo foi vítima de bullying, com consequências negativas tanto no bem-estar do aluno quanto em seu processo de aprendizagem.

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Dados recentes também mostram que os casos de bullying estão atingindo faixas etárias cada vez mais baixas, por este motivo é preciso dialogar, desde cedo, afim de trabalhar a capacidade empática das crianças, desenvolvendo suas características emocionais, para que saibam lidar com este tipo de violência sofrida, como também não realizem este tipo de atitude.

Em busca de um ambiente acolhedor, saudável e educacional, o Colégio GGE desenvolve as aulas de alfabetização emocional e o programa GGE contra o Bullying, com o objetivo de promover o respeito, a solidariedade, a empatia e o cuidado mútuo, desde os primeiros anos da vida escolar.

“O programa GGE contra o bullying é um projeto que acontece no primeiro semestre e é retomado várias vezes durante todo o ano letivo. Nós trabalhamos em sala de aula o conceito de bullying, os tipos de bullying, normalizamos as diferenças, buscando desenvolver com os alunos as estratégias e alternativas para que eles possam vivenciar conceitos e valores importantes como o respeito e a empatia. Além dos debates de alguns casos, também estimulamos os alunos a relatarem se já sofreram algum tipo de bullying ou se presenciaram alguma ação agressora, com o objetivo de desenvolver neles o olhar de cuidado aos que sofreram ao passar pela situação, além de ressaltar o papel da testemunha, demostrando a importância de pedir ajuda”, explicou a psicóloga do Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP) do colégio GGE, Joana Albuquerque.

O papel da escola é muito importante para a conscientização dos alunos e da família acerca do assunto, deixando claro que é uma prática negativa e imoral. Com a promoção dos projetos de combate ao bullying e o desenvolvimento socioemocional dos estudantes para evitar as diversas situações, os pais e alunos se sentem mais seguros, tanto em frequentar este ambiente escolar, como procurar ajuda dos professores e psicólogos, por se sentirem confortáveis e acolhidos ao dialogar sobre qualquer situação.

“Começamos a notar um resultado bastante interessante, pois os alunos começaram a buscar bem mais o SOEP como um espaço de fala, um espaço de reflexão. Eles também começaram a observar mais o próprio comportamento, refletir sobre as atitudes e o comportamento também dos colegas. E se, alguma situação acontece, dentro deste contexto do bullying, eles nos procuram para que possamos tratar o ocorrido. E, desta forma, estamos ressignificando o papel da psicologia dentro da escola, como um espaço de demanda espontânea e um ambiente de fala”, relatou a psicóloga.

Algumas agressões ocorrem através de tecnologias modernas de comunicação é chamado cyberbullying ou intimidação eletrônica. Esta forma relativamente nova pode incluir postagem de fotos constrangedoras, o envio de e-mails ou textos desagradáveis, mensagens maliciosas ou a zombaria de um alvo em sites ou redes sociais.

“Além de conscientizarmos nossos alunos acerca do bullying na escola, também buscamos trabalhar com os alunos a maneira correta e os cuidados que eles devem ter ao utilizar a internet, principalmente as redes socias. É muito importante que os pais supervisionem esta utilização e dialoguem com os filhos em relação ao que estão consumindo de informações e também repassando, para que não sofram nenhum tipo de bullying virtual, como também possam evitar que os filhos participem de alguma ação que venha a constranger um colega”, concluiu Joana.

O bullying pode ser combatido com medidas de prevenção e de intervenção, tanto através dos programas escolares, como também dentro de casa. No ambiente escolar, através do desenvolvimento socioemocional dos alunos e também com uma formação e capacitação do corpo docente em relação a essa prática, e em casa através dos esclarecimentos e das atitudes evidenciadas pelos pais, que servem como exemplos aos seus filhos.

O mais importante é ressaltar que, tanto na escola quanto a família, precisam estar esclarecidos em relação ao assunto, sabendo da sua seriedade e consequências e o quanto é relevante o diálogo sobre o tema, para tornar, cada vez mais, a escola um ambiente seguro, acolhedor e confiável.

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