Setembro Amarelo: A importância do diálogo com os filhos

É importante conversar sobre este assunto, de maneira explicativa, para que os filhos entendam que possuem abertura suficiente para dialogar sobre qualquer tema

O mês de setembro é destinado a um importante debate na sociedade sobre a prevenção ao suicídio, uma das principais causas de mortalidade no mundo. De acordo com dados da OMS, o Brasil ocupa um triste 8º lugar em número de suicídios e já é considerada a segunda causa de mortes entre a população jovem.

O Colégio GGE proporcionou uma live com o Médico Psiquiatra – Doutor em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento, Dr. Tiago Queiroz, CRM: 18018-PE | RQE: 3073, para debater com os pais sobre o valor do diálogo familiar e como perceber alguns sinais comportamentais dos filhos na fase da adolescência.

“Os pais precisam compreender que é normal que o seu filho adolescente seja mais introspectivo em casa, tenha alguns impulsos de irritabilidade, queira fazer as coisas de acordo com sua vontade, mude rapidamente de humor. Acontece que nesta fase as mudanças hormonais estão acontecendo e algumas partes cerebrais, responsáveis por estas características, se desenvolvem mais rapidamente que a parte do cérebro capaz de ponderar as situações e agir com maior maturidade. Por isso, é preciso compreender algumas situações para continuar mantendo um diálogo com os filhos e não apenas impor as regras, que só vai afastar a relação e tornar mais difícil a tarefa de perceber se o seu filho precisa de algum tipo de ajuda e apoio emocional”, explicou o Dr. Tiago Queiroz, em sua apresentação da Live do GGE.

De acordo com o Psiquiatra, essas mudanças não são permanentes e por isso, se os pais notarem um excesso nessas características, como: sinais de ansiedade; muito isolamento, até com os amigos; desinteresse pelas coisas que gosta de fazer; irritabilidade por muito tempo; sentimento de inutilidade; interesse por postagens com mortes ou temas desta natureza. Características correlatas a estas citadas devem acender o sinal de alerta dos pais, para que observem o adolescente e até busquem ajuda profissional, se necessário.

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É comum que os pais evitem falar sobre suicídio com os filhos, na tentativa de minimizar a importância ou acreditar que podem despertar algo, caso conversem sobre o tema. Entretanto, é justamente o oposto, é muito importante conversar sobre o suicídio, de maneira explicativa, como forma de alerta sobre os casos que ocorrem atualmente e, principalmente, para que os filhos entendam que possuem abertura suficiente para que este e outros assuntos importantes sejam discutidos.

“É importante que os pais saibam que na adolescência é o momento que os filhos mais precisam dos pais, porém é o que eles menos demonstram. Um ambiente saudável é primordial para que o adolescente tenha um lar seguro. Além disso, os pais devem cuidar também do seu bem estar emocional, pois só podemos cuidar do outro quando estamos bem emocionalmente. Os pais devem ser participativos em todas as etapas da vida dos filhos, só assim vão conseguir cuidar e educar da melhor forma”, concluiu Dr. Tiago.

Durante todo este mês, o Colégio GGE montou uma programação especial, com apoio do SOEP (Serviço de Orientação Educacional e Psicológica), para trabalhar este tema muito importante que é o Setembro Amarelo, tanto com os alunos, como também com os pais e responsáveis.

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