Você sabe o que é alienação parental?
De acordo com a lei n.12318/10, a alienação parental consiste na interferência da formação psicológica da criança ou adolescente, causada por um dos genitores da criança, avós ou qualquer um que tenha a criança ou adolescente sob sua autoridade com o intuito de impedir, dificultar ou quebrar os vínculos existentes entre eles e um dos pais.

Além das consequências legais, cabe refletir sobre os danos causados aos menores que não devem ser objetos de barganha e receptores de mágoas dos adultos. Lembre-se: a parentalidade não é extinta com o fim das relações afetivas dos pais. Elas têm o direito a convivência familiar garantido por lei.

A assembléia legislativa do estado do Rio Grande do Sul produziu, junto à Associação Brasileira Criança Feliz, uma cartilha sobre alienação parental para esclarecer às pessoas sobre o assunto, mostrando que quem sofre com tudo isso são as crianças ou adolescentes, podendo desenvolver problemas psicológicos e no desempenho escolar.

Para ajudar toda a Família GGE a prevenir a alienação parental, trazemos a seguir a lista dos 20 pedidos dos filhos de pais separados, que apresenta um resumo dos sentimentos das crianças diante da separação dos pais, que o Tribunal da Família e

Menores do Barreiro produziu, tendo como fonte de inspiração o Tribunal de Família e Menores de Cochem-Zell/Alemanha.
Mãe e Pai…
1 – Nunca se esqueçam: eu sou a criança de vocês dois. Agora, só tenho um pai ou uma mãe com quem eu moro e que me dedica mais tempo. Mas preciso do outro também.
2 – Não me perguntem se eu gosto mais um ou do outro. Eu gosto de “igual” modo dos dois. Então, não critique o outro na minha frente. Porque isso dói.
3 – Ajudem-me a manter o contato com aquele dentre vocês com quem não fico sempre. Marque o seu número de telefone para mim, ou escreva-me o seu endereço num envelope. Ajudem-me, no Natal ou no seu aniversário, para poder preparar um presente para o outro. Das minhas fotos, façam sempre uma cópia para o outro.
4 – Conversem como adultos. Mas conversem. E não me usem como mensageiro entre vocês – ainda menos para recados que deixarão o outro triste ou furioso.
5 – Não fiquem tristes quando eu for ficar com o outro. Aquele que eu deixo não precisa pensar que não vou mais amá-lo daqui há alguns dias. Eu preferia sempre ficar com vocês dois. Mas não posso dividir-me em dois pedaços – só porque a nossa família não tem mais a mesma estrutura de antes.
6 – Nunca me privem do tempo que me pertence ao outro. Uma parte de meu tempo é para mim e para a minha Mãe; uma parte de meu tempo é para mim e para o meu Pai. Sejam conscientes disso.
7 – Não fiquem surpreendidos nem chateados quando eu estiver com o outro e não der notícias. Agora tenho duas casas. E preciso distingui-las bem – senão não sei mais onde fico.
8 – Não me passem ao outro, na porta de casa, como um pacote. Convidem o outro por um breve instante para entrar e conversem sobre como vocês podem ajudar a facilitar a minha vida. Quando vierem me buscar ou levar de volta, deixem-me um breve instante com vocês dois. Não destruam isso, como quando vocês se chateiam ou brigam um com o outro.
9 – Vão buscar-me na casa dos avós, na escola ou na casa de amigos se vocês não puderem suportar o olhar do outro.
10 – Não briguem na minha frente. Sejam ao menos tão educados quanto vocês seriam com outras pessoas, como vocês também o exigem de mim.
11 – Não me contem coisas que ainda não posso entender. Conversem sobre isso com outros adultos, mas não comigo.
12 – Deixem-me levar os meus amigos na casa de cada um. Eu desejo que eles possam conhecer a minha Mãe e o meu Pai e achá-los simpáticos.
13 – Concordem sobre o dinheiro. Não desejo que um tenha muito e o outro muito pouco. Tem de ser bom para os dois, assim poderei ficar à vontade com os dois.
14 – Não tentem “comprar-me”. De qualquer forma, não consigo comer todo o chocolate que eu gostaria.
15 – Falem-me francamente quando não dá para “fechar o orçamento”. Para mim, o tempo é bem mais importante que o dinheiro. Divirto-me bem mais com um brinquedo simples e engraçado que com um novo brinquedo.
16 – Não precisam ser sempre “criativos” comigo. Não tem de ser sempre alguma coisa louca ou nova quando estamos juntos. Para mim, o melhor é quando somos simplesmente felizes para brincar e que tenhamos um pouco de calma.
17 – Deixem o máximo de coisas idênticas na minha vida, como estava mantes da separação. Comecem com o meu quarto, depois com as pequenas coisas que eu fiz sozinho com meu Pai ou com minha Mãe.
18 – Sejam amáveis com os meus outros avós – mesmo que, na sua separação, eles tenham ficado mais do lado do seu próprio filho. Vocês também ficariam do meu lado se eu estivesse com problemas! Não quero perder ainda os meus avós.
19 – Sejam gentis com o novo parceiro que vocês encontram ou já encontraram. Preciso também me entender com essas outras pessoas. Prefiro quando vocês não se vêem com ciúme. Seria de qualquer forma melhor para mim se vocês dois encontrassem rapidamente alguém que vocês poderiam amar. Vocês não ficariam tão chateados um com o outro.
20 – Sejam otimistas. Vocês não conseguiram gerir o seu casamento, mas nos deixem, ao mínimo, espaço para que, depois, consigam se relacionar como meus pais. Releiam todos os meus pedidos. Talvez vocês conversem sobre eles. Mas não briguem. Não usem os meus pedidos para censurar o outro. Se vocês o fizerem, não terão entendido como eu me sinto e o que preciso para ser feliz.

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