O que significa preparar para a vida?

Se o ensino está em constante transformação, o objetivo das escolas em termos de aprendizagem também mudou. Em gerações anteriores, o foco dos colégios estava na aprovação dos vestibulares. Voltando um pouco mais no tempo, o objetivo estava em ensinar a ler, a escrever e a preparar para o mercado de trabalho. Hoje, a educação básica possui um papel extremamente importante junto à família, auxiliando na formação do cidadão. Muito mais do que ensinar regras matemáticas, conceitos linguísticos e fatos históricos, a escola – sempre em parceria com os pais – tem o objetivo de preparar o indivíduo para a vida. Isso significa ajudar as crianças desde cedo a desenvolver habilidades específicas, como autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Ou seja, hoje, a escola precisa ir além dos conteúdos programáticos, trabalhando também habilidades como, por exemplo, autonomia, disciplina e cidadania.

O fato é que o mundo está em constante transformação e uma onda de novas possibilidades bate na porta dos alunos diariamente, na velocidade de um clique. É por isso que as crianças e os jovens precisam desenvolver desde cedo capacidades específicas, como consciência e autocontrole das emoções. A importância das habilidades socioemocionais está, inclusive, prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que traz diretrizes para o desenvolvimento do aluno. Ter um planejamento e ações que auxiliem as crianças e adolescentes neste sentido faz toda a diferença.

O Colégio GGE, por exemplo, busca trabalhar com três pilares: o conteúdo, o acompanhamento, com suporte pedagógico e emocional, e a formação cidadã.

Quando falamos em preparação para a vida estamos indo muito além do que são as matérias. É você saber que existem normas nos lugares diferentes, é ter uma autonomia construída, poder resolver seus problemas sem depender de terceiros e saber o espaço do outro através da empatia do olhar”, detalha o gestor de Ensino Médio do GGE Paissandu, Glaumo de Sá Leitão.

A opinião é também compartilhada pelo gestor pedagógico do Colégio GGE, Tayguara Velozo, que pontua que essa nova função da escola se mostrou ainda mais importante durante a pandemia da Covid-19.

O que mais os alunos sentem falta é dos laços, dos relacionamentos, das experiências. Isso é uma consequência dessa nova forma de educar. Quando falamos em educação, não falamos mais apenas na transmissão de conteúdo. Isso ficou para trás há muito tempo. Hoje, falamos de preparar o aluno para conquistar os seus sonhos”, ressalta Tayguara Velozo. Segundo ele, a importância da convivência – consigo e com o outro – é um dos pontos que precisam ser trabalhados com os alunos. “A partir da convivência se permeia o respeito, a empatia, a ética, a cidadania e, principalmente, como essa relação minha e com o outro interfere no ambiente onde eu convivo”, pontua.

A gestora da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 do GGE Boa Viagem, Nayana Paiva, explica que o aprendizado hoje se dá por um conjunto de fatores emocionais e cognitivos, que precisam caminhar de forma harmônica.

Antes, esse trabalho estava muito relacionado à condução do professor e ao desenvolvimento da disciplina em si. Nos últimos anos, decidimos desenvolver disciplinas voltadas para a alfabetização emocional. Isso para formalizar esse tipo de cuidado que sempre existiu. Sempre entendemos que os resultados só viriam quando o aluno se colocasse como protagonista dessa aprendizagem, então não adianta ser excelente em matemática se não tem a valorização do esforço, da dedicação ao estudo”, ressalta.

Entre as ações desenvolvidas dentro do ambiente escolar que visam desafiar o aluno para que ele entenda que o esforço faz parte da vida está, por exemplo, a participação nas Olimpíadas do Conhecimento, com competições nacionais e internacionais. Além do conhecimento adquirido, participar destas disputas faz com que o aluno trabalhe a disciplina, a organização e o foco no alcance de metas. Há ainda uma melhora nos raciocínios lógico e aritmético, além do desenvolvimento da inteligência emocional.

Dentro desse processo há ainda a autogestão dos sentimentos, porque dentro de uma competição a criança precisa aprender a se controlar. Ela precisa entender que está percorrendo um caminho e as decisões que toma são consequências desse caminho. Além disso, ela precisa entender e saber moldar as emoções de maneira positiva e assertiva”, ressalta Nayana.

São experiências deste tipo que preparam o ser humano para todas as disputas que ele possa enfrentar ao longo da vida. Além disso, os participantes das Olimpíadas do Conhecimento podem utilizar seus resultados em nível nacional e internacional para o ingresso nas melhores Universidades dos EUA e Europa, além da vantagem na obtenção de iniciação científica nas Universidades Federais.

A prática de esportes também é uma forte aliada para o desenvolvimento da disciplina, automotivação, do trabalho em equipe e do foco para a conquista de objetivos. Neste ponto, é preciso entender que o desporto escolar fornece a experimentação da modalidade esportiva, mas também utiliza o esporte como ferramenta de formação cidadã.  Através das atividades esportivas o aluno também passa a evoluir nas relações sociais, tendo sempre o trabalho em equipe em foco e ainda aprendendo a lidar com as frustrações.

O esporte reflete na vida como um todo. Há a questão da hierarquia, pois, é preciso respeitar, por exemplo, a figura do treinador e do juiz. Há a questão dos sentimentos, da frustração, afinal, em algum momento, ele vai perder porque ninguém ganha sempre e há ainda o trabalho em grupo, da convivência, do respeito e da liderança. Então, são pontos que são trabalhados de forma natural pelo esporte, mas que têm reflexos na vida como um todo”, enfatiza Davy Daher, coordenador de esportes do Colégio GGE.

Outro foco da escola está no desenvolvimento da autonomia, principalmente a intelectual.

O desenvolvimento intelectual depende exclusivamente do aluno: da gestão do tempo, da disciplina e do conhecimento sobre os próprios limites”, explica Anabelle Veloso, gestora pedagógica do Colégio GGE.

Deixar o aluno ser o protagonista é o centro da proposta do Programa Maker, presente na rotina escolar do GGE, sendo, antes de tudo, um movimento que coloca o aluno no centro da aquisição de conhecimento.  A instituição de ensino utiliza a metodologia STEAM, uma abordagem educacional que utiliza ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática como pontos de acesso para guiar a investigação, o diálogo e o pensamento crítico do estudante.

A cultura maker é um processo de aprendizado que se torna experiencial e os estudantes são levados a pensar em resoluções para os problemas sociais que estão no entorno da comunidade escolar. Contribuir para a comunidade é outra forma de colaborar para a construção de um adulto mais consciente e responsável. No Colégio GGE os alunos são convidados durante todo o ano letivo a se envolverem em ações solidárias, com campanhas de doações e visitas às comunidades.

Esse conjunto de ações contribui para a formação de alunos mais preparados para as adversidades da vida adulta. Quando se tem uma educação construída com base no protagonismo, no cuidado e no desenvolvimento das habilidades específicas do ser humano, os ganhos para a vida adulta são imensuráveis. Cuidar não apenas do conhecimento, mas também do emocional, da formação cidadã e tratando cada indivíduo com ser único é hoje o grande objetivo do setor educacional.

Notícias relacionadas:

0 respostas

Deixe uma Resposta

Deseja deixar seu comentário?
Comente e participe! Sua opinião é muito importante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.