O que é bullying?
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.
É um termo inglês que significa valentão e pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho.
O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

O que não é bullying?
Discussões ou brigas pontuais não são bullying, ou seja, o que for resolvido no momento não é considerado agressividade repetitiva.
Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying.
Para que seja considerado como tal é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo) e deve apresentar quatro características:
– a intenção do autor em ferir o alvo;
– a repetição da agressão;
– a presença de um público espectador;
– a concordância do alvo com relação à ofensa.
É importante salientar que todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.

O bullying sempre existiu, mas a popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores.
O fato da possibilidade de ter consequências trágicas e a impunidade dos praticantes de bullying, fizeram com que a necessidade de se discutir o tema fosse mais séria e incentivada socialmente.

O que leva o autor do bullying a praticá-lo?
O autor quer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo o leva a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações.
É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir.
O que muitas pessoas não aceitam é que na maioria das vezes o agressor também sofre muito e é essencial não acontecer um pré-julgamento sobre as atitudes dele. É importante ouvir e permitir que ele expresse seus sentimentos. Muitas vezes a fala do agressor é surpreendente e revela problemas em casa, medos e vergonhas para se defender e tentar revidar o que o agride, ele ataca os colegas.
O alvo costuma ser uma criança ou um jovem com baixa estima e retraído tanto na escola quanto no lar, dificilmente conseguindo reagir ou mesmo pedir ajuda a outros quando exposto a algo ou alguém que o incomoda.
Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas ou aspectos culturais, étnicos e religiosos diferentes dos demais.

Quais são as consequências para quem é alvo de bullying?
A pessoa que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola ou trabalho, podendo apresentar baixo rendimento, isolamento social, doenças psicossomáticas ou mesmo sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.
Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?
Ambas as agressões são graves e causam danos ao alvo do bullying.
Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.

Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas em escolas?
De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem.
Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão.

O que deve ser feito para prevenir ou acabar com esse problema?
Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de campanhas de incentivo à paz e à tolerância; realizar trabalhos didáticos de pesquisa e também atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito; desenvolver um ambiente favorável à comunicação entre as pessoas; acatar e incentivar a denúncia de bullying, procurando imediatamente ajuda da equipe pedagógica ou direção; investir na educação de todos para evitar que as relações inadequadas se formem ou se prolonguem.
“A educação é a vacina contra a violência” (Edward James Olmos).

Texto adaptado pelo SOEP.

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