A rotina é um dos aspectos principais para o desenvolvimento da autonomia da criança, já que torna mais seguros de si e propicia um espaço saudável para o crescimento de uma sólida autoestima.
Trabalho, escola, lições de casa, atividades extras dos filhos, enfim, muitos são os compromissos, a organização e a disciplina são fundamentais para uma rotina bem executada. Se administrar as atividades cotidianas já não é fácil para os adultos, imagine para as crianças! E o que podemos ver hoje é que os pequeninos têm, muitas vezes, uma rotina tão puxada quanto à de um adulto.

É preciso a colaboração dos pais, pois o auxílio dos adultos na organização dos estudos é crucial e são necessárias conversas para que os combinados sejam feitos entre pais e filhos. Sabemos que a família exerce notável influência no rendimento escolar. Não basta dizer ao filho que é preciso estudar e porque deve estudar, deve-se enquanto ambiente familiar, oferecer à criança condições para a criação do hábito de estudo o que implica não apenas na questão do ambiente, mas na implantação de uma rotina diária de estudos, de acompanhamento e motivação. Além disso, os pais sabem que para que haja aprendizagem, é preciso existir estudo, mas para isso é necessário se criar o hábito de estudo, que vai muito além das tarefas escolares. Cria-se um hábito quando uma atividade é realizada de maneira regular, num mesmo momento ou local. Por isso as crianças necessitam dos pais para que consigam estruturar uma rotina diária, da qual os estudos façam parte.

A escola passa a tarefa com o objetivo de criar uma forma de o aluno estudar os conteúdos, memorizar os mesmos, dominá-los por completo. Além disso, é intenção dos educadores que o aluno não deixe para estudar todo o conteúdo na véspera da prova, pois ficará muito mais difícil, o contrário do que acontece se vier estudando um pouco a cada dia.

Na adolescência o jovem está descobrindo o mundo e não quer perder tempo com coisas que não são vistas como prioridades, buscam a diversão, o prazer e depois aquilo que exige maior responsabilidade. Não basta apenas cobrar de seus filhos que eles estudem em casa, este trabalho necessita, pelo menos em primeiro momento, de orientação.

Confira as orientações e dicas para que o desempenho estudantil dos filhos seja benéfico e produtivo.

  1. Os pais devem propiciar um ambiente adequado para o estudo, um local tranquilo, sem distrações aparentes, rádio, tv, etc.; um espaço onde tenham materiais de fácil acesso, de preferência em uma mesa e cadeira onde sua boa postura também seja estimulada; e é importante que o local seja bem iluminado para que no futuro não venham apresentar dificuldades de visão. Não é indicado que realizem os estudos no quarto ou na cama devido a estes locais estimularem o sono e o relaxamento corporal.
  2. Estimule a criança a reproduzir as orientações do professor. Faça a famosa pergunta… O que temos de tarefa hoje? Assim além de estimular a memória da criança estaremos contribuindo com seu processo de devolutiva e seu raciocínio.
  3. Quanto aos adolescentes, o papel dos pais consiste no acompanhamento e na Motivação para a realização da lição. Atenção Pais mostrem-se interessados! Muitas vezes o descaso dos pais, leva o adolescente a não cumprir as tarefas exigidas pela escola, comprometendo seu rendimento escolar.
  4. Uma observação muito importante quanto às tarefas é que muitos pais, levados pela ânsia da conclusão rápida das atividades ou devido a várias outras situações, não apresentam paciência para auxiliar a criança nesse momento, então é necessário que revejam dentro da própria família quem apresente mais facilidade em cumprir este acompanhamento de estudo.
  5. A tarefa é apenas um espelho da aprendizagem em sala de aula, quando uma criança apresenta dificuldades, apresentara também nas tarefas em casa, e é ai, onde se fizermos uma interferência junto aos pais e a criança ela se desenvolverá. Ou seja, se os pais “mascaram a atividade”, a criança poderá ser prejudicada.
  6. As crianças necessitam de uma rotina pré-estabelecida, com um local e um horário adequado, para que sejam estimuladas para a aprendizagem, para o “querer aprender”. Quando a criança tem uma rotina estabelecida, deixa de ser algo mecânico e maçante e se transforma em algo significativo, dando às crianças e aos adolescentes mais autonomia.
  7. As rotinas de estudo podem ser implantadas a partir dos quatro anos onde a criança dá início a aprendizagem formal, respeitando-se todas as características da idade (tempo de atenção, concentração, nível cognitivo etc.) e lembrando que antes dessa idade a criança também está aprendendo, porém de forma mais natural e lúdica, não necessitando de um tempo específico para que a estimulação seja feita.

Seguindo essas dicas, ajuda a fazer o planejamento de estudos e aproveitar as vantagens que ele oferece. O planejamento vai ajudar o aluno a ficar mais concentrado, relaxado e permitir sempre verificar o que foi estudado e o que ainda falta para ser revisto. Ter prazos e horários estabelecidos traz tranquilidade e confiança para os pequenos, fazendo com que eles não se sintam tão ansiosos.

Os especialistas alertam que nenhum extremo faz bem. Sendo assim, é até mesmo saudável que haja quebras na rotina, mas sem deixar que a criança saiba o real motivo pelo qual está fazendo algo diferente do habitual.

Poder ser flexível é essencial para a construção da tolerância e da frustração. Para que isso aconteça da melhor forma possível, é necessária muita comunicação. É importante, assim, que a criança entenda o quê mudou e por qual motivo. A importância básica da rotina é gerar segurança e previsibilidade para a criança. Por isso, deve ser uma referência, e não uma regra imutável.

Texto adaptado pelo SOEP

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