Educadores alertam sobre os cuidados necessários para evitar os malefícios trazidos pelo excesso de exposição às telas

Pais e responsáveis precisam ficar atentos para prevenir impactos na saúde dos estudantes

Mesmo com a retomada das aulas presenciais para o Ensino Médio, boa parte dos estudantes de Pernambuco ainda está tendo aulas online exclusivamente, formato adotado em virtude da pandemia para dar continuidade ao ensino. A tecnologia está sendo a grande aliada da Educação nesse contexto de distanciamento social, porém é preciso que pais e alunos tomem os cuidados necessários para evitar os malefícios trazidos pelo excesso de exposição às telas.

A nova rotina vem gerando impacto direto na saúde física e mental de toda a comunidade escolar. As escolas, além da preocupação com a transmissão do conteúdo de forma remota e adoção de todos os protocolos sanitários na retomada, também precisam conscientizar alunos e familiares sobre estratégias para minimizar os efeitos do lado negativo dessas conexões virtuais.

A tecnologia foi idealizada para oferecer benefícios e uma evolução, sobretudo, no que se refere ao campo das informações, mas é inegável que também pode oferecer riscos à saúde das crianças e adolescentes. Essa superexposição às telas pode ocasionar problemas psicológicos e físicos, como alterações do humor, distúrbios do sono, dificuldades com a concentração, alteração do sistema hormonal, complicações na visão, problemas na postura, entre outros”, alerta a psicóloga do Colégio GGE Tâmara Barros.

A especialista chama a atenção para os cuidados que podem ajudar pais e alunos a lidar com essas mudanças e equilibrar o lazer e a rotina de estudos.

É interessante trocar o lazer virtual por um lazer real, equilibrando a quantidade de horas na frente das telas. Procurar estudar em um ambiente com luz, mesa e cadeira adequadas, além de manter uma rotina, evitando trocar os horários das refeições e do sono, bem como, organizando um cronograma semanal das aulas online”, pontua a psicóloga Tâmara Barros.

Atividade física e alongamentos também são essenciais para ajudar a relaxar o corpo antes, durante e após as aulas. Davy Daher, coordenador de esportes do Colégio GGE, dá algumas dicas de como incorporar essas práticas no dia a dia.

A cada troca de aula, o aluno deve se levantar, fazer uma caminhada pelo quarto mesmo, fazer o movimento de estender todo o corpo, popularmente chamado de se espreguiçar, esticando os braços acima da cabeça e ficando na ponta dos pés. Esses são movimentos simples, mas que ativam a musculatura do corpo”, destaca.

Além dos alongamentos, Daher alerta para os cuidados com a ergonomia do ambiente de trabalho ou estudo. É importante que esse espaço que os alunos usam para assistir às aulas tenha mesa e cadeira adequadas e boa iluminação. “É importante que o local de estudo seja adequado, por isso é preciso manter a mesma posição da sala de aula, nada de assistir aula deitado, pois essa posição é ruim para o corpo e dificulta o aprendizado do aluno”, conclui o coordenador.

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