Disciplina e equilíbrio são pré-requisitos para o ensino híbrido

A volta às aulas em 2021 ainda gera dúvidas. Pais e alunos refletem sobre a importância de manter o distanciamento social, ao mesmo tempo em que sentem a necessidade do retorno às atividades. Nas escolas, a preocupação começa na segurança sanitária e alcança a readaptação da rotina e a disciplina necessária para acompanhar as aulas no formato híbrido, que alterna entre ensino presencial e remoto.

“Manter a rotina”, independentemente se na escola ou em casa, é a primeira orientação da psicóloga Thaís Oliveira, do Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP) do Colégio GGE. Todo o acompanhamento que os alunos GGE já recebem, assim como a condução de um plano de estudos, será proposto nesse sentido.

Thaís Oliveira, psicóloga do Colégio GGE. Foto: JC360

“Esse ano vai ser bem importante porque vamos ouvir dos nossos alunos o que eles vêm sentindo durante a pandemia. O contato será feito tanto em sala quanto em momentos individuais, onde formatamos o planejamento personalizado, considerando as atividades e a rotina de cada um”, completa Thaís, que atua com alunos do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio. O horário de sono, por exemplo, exige vigilância: mesmo que as aulas sejam online, a hora de acordar precisa ser uniforme para que a rotina se estabeleça e se desdobre.

Toda essa organização, reforça a psicóloga do GGE, precisa ser motivacional, ter objetivos claros e fazer sentido para o aluno. É isso que garante um retorno gradativo e produtivo para os estudantes.

O que dizem os alunos

Aluna do GGE de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, Isabela Araújo percebeu que seu aproveitamento não foi tão bom em 2020. A quebra da rotina, as aulas online e a dificuldade de concentração foram alguns obstáculos. “Este ano, optei por permanecer no ensino híbrido”, conta a estudante, que iniciou o 3° ano no GGE e pretende fazer curso superior em Direito.

“No retorno, minha expectativa é de conseguir absorver mais coisas. Antes, eu não tinha tanto a compreensão de que ter aulas apenas online poderia ser tão difícil”, conta Isabela, justificando a escolha pelo formato. Ela voltou às aulas no último dia 3 de fevereiro, respeitando a escala organizada pelo GGE para evitar aglomeração de alunos, conforme determinado pelas autoridades sanitárias.

Futuro engenheiro, Nathanyel Alves também é terceiranista em 2021 e, como a colega Isabela, optou pelo formato híbrido. “Traz mais segurança e confiança”, ele relata, afirmando que a escolha oferece o melhor dos dois mundos: a segurança do ensino à distância e o contato com professores e colegas, tido por Nathanyel como essencial. “Com a volta, minha expectativa é de sucesso. E o GGE é uma das escolas de referência, acredito que vão prezar pela segurança de todos”, conta o estudante.

Isabela Araújo, aluna do Colégio GGE. Foto: Jaílton Júnior/JC360

Heranças de 2020

Para Thaís, 2020 reforçou um projeto que o Colégio GGE já mantinha com foco na inteligência emocional. “Essa questão traz a marca da superação e do crescimento que vimos na pandemia. Foi uma janela para estimular o autocuidado, a rotina do sono, a superação e a resiliência”, diz.

Já Isabela leva do período crítico da pandemia uma aproximação maior da literatura. Com tanto tempo em casa, pôde ler mais e perceber que pode ser uma estudante produtiva sem ter que se privar demais de momentos de lazer. “Abri mão de muita coisa em 2019, às vezes de coisas que nem precisava. Não li quase nada. Em 2020, entendi que o equilíbrio é necessário”, conta.

Por sua vez, Nathanyel tirou lições de força e coragem de 2020 e certamente as trará para o ano que começa. “Aprendi que deixando toda a preguiça e improdutividade de lado, tudo dá certo. Sei que 2020 foi um ano muito difícil, mas tirei dele essas lições que me impactaram muito”.

Fonte: NE10

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