Como manter o foco no vestibular diante das incertezas do isolamento social

A pandemia da Covid-19 transformou a vida e a rotina de todos. O quarto ou o escritório se transformou em sala de aula. E as interações passaram a ser quase que exclusivamente no mundo virtual. Porém, mesmo diante de um cenário tão incerto, os projetos precisam seguir em frente. Isso inclui o foco nos estudos para conseguir atingir a tão sonhada aprovação em uma universidade. O Enem, por exemplo, mesmo que ainda não tenha uma data fechada de realização, está mantido para este ano. É por isso que os estudantes do Ensino Médio, principalmente, precisam se concentrar mais e estabelecer uma rotina de estudos que inclua momentos de estudos, de exercícios e de lazer. Além disso, neste momento de tanta incerteza e insegurança, é preciso uma atenção maior aos sentimentos.

Neste momento tudo vira um tempestade, então, é importante não superdimensionar as situações e acontecimentos. Tentar preservar o sono e exercícios físicos também é importante. Além disso, eu costumo orientar os alunos a sempre refletir sobre seus sentimentos. Perceber de onde está vindo certa variação de humor para poder ter uma boa gestão das suas emoções. Refletir sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos ajuda a desenvolver suas habilidades emocionais”, afirma a psicóloga do GGE Paissandu, Emanuela Freire.

Diante do isolamento social, os adolescentes, assim como as crianças em geral, têm se sentido sozinhos, pois, perderam a habilidade de trocar sentimentos e conversas com a família e sentem saudades dos amigos. “A palavra tédio é geral. Ouvimos muito sobre a dificuldade em se adaptar ao novo método de ensino à distância, problemas com o sono, pois houve a mudança na rotina, e problemas com gasto de energia física, que ficou limitado”, pontua Emanuela.  Para ajudar a manter o foco, uma dica importante é a elaboração de um plano de estudos diário. “Mesmo que a rotina a qual estávamos acostumados no dia a dia tenha sido alterada neste isolamento, precisamos nos reinventar até nas técnicas de estudo e perceber qual a mais adequada para a maneira de aprender”, orienta Emanuela.

Segundo a psicóloga do Ensino Médio do GGE Boa Viagem, Thaís Oliveira, neste período de quarentena e de isolamento social, os alunos precisam entender o que eles devem estudar naquele dia. Para isso, é preciso, antes de tudo, identificar onde estão as suas maiores dificuldades e facilidades. “Se eu fujo do roteiro eu fico muito aleatório, muito disperso. A quarentena mudou a rotina e isso também interfere na aprendizagem. Por isso, é importante pensar na organização observando o que pode melhorar, mudar e lançar metas diárias. Lembrando sempre que é importante que as metas tenham início, meio e fim. Ou seja, que tenha prazo a ser cumprido. Alimentação balanceada e atividades também são importantes”, enfatiza.

A psicóloga também orienta que os alunos deixem de lado o pessimismo e comecem a trabalhar a psicologia positiva.

Se eu não estou bem comigo mesmo nada funciona. Cuidar do emocional é crucial. Acordar acreditando mais em si, potencializando o que você não está confiante, se motivar diariamente. Para isso, uma dica é utilizar lembretes resgatando as suas forças porque, às vezes, nos preocupamos com fraquezas e esquecemos dos nossos pontos fortes”, alerta.

Neste ponto, a família tem um papel importante. Para os pais, a principal orientação é ter paciência e não cobrar.

As famílias estão muito tempo em um mesmo espaço e fica difícil a convivência. Este é o momento em que se deve deixar o ambiente diário mais leve e usar de orientação em relação aos estudos mostrando que a situação geral é difícil, mas que, aos poucos, eles vão se encontrando neste espaço”.

Com os sentimentos sob controle, os alunos terão mais segurança para organizar a rotina de estudos. Aliás, a rotina é a chave de todo o processo. Ter horários estabelecidos ajuda a manter o aprendizado e contribui para manter o fluxo de estudos. Neste sentido, a primeira orientação é manter um local reservado para estudar.

Antes os alunos tinham um local para assistir às aulas (que eram as salas de aula) e um local para estudar (em casa). Agora, tudo se mistura. Então, precisam de novos rituais porque nosso cérebro se adapta a novas situações, mas precisa de rotina para que possa ter eficácia. Mostrar que estamos nos adaptando e agindo normalmente”, alerta o gestor de Ensino Médio do GGE Boa Viagem, Glaumo de Sá Leitão.

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Com as aulas sendo realizadas de forma virtual, o aluno precisa se organizar para estar no computador no horário das aulas ao vivo, sem nenhuma interferência que o distraia e, além disso, tem que estabelecer também os horários do contraturno. Neste ponto, é preciso dedicar um tempo maior de estudos às atividades em que não há aptidão e, ainda, ter um tempo já pré-definido para o lazer, seja ele uma live, um filme, um livro ou um tempo maior em uma rede social.

De acordo com o coordenador pedagógico do Ensino Médio do GGE de Caruaru, Tarcio Augusto Farias, o fato de estar em casa acarreta em alguns ganhos para o estudante. Um deles é um maior tempo.

Não existe o deslocamento, por exemplo. Agora esse tempo ganho precisa ser usado a favor do aluno. Não pode se deixar levar pelas distrações, que é o ponto negativo de estar em casa”, ressalta. Segundo Tarcio, dentro do plano de estudos, é preciso dedicar um momento à realização de exercícios. “Por estar em casa, o aluno não tem aquele comparativo natural com o colega e com o professor. Por isso, há necessidade dos simulados para que ele possa avaliar se realmente compreende uma questão”, orienta.

Segundo o coordenador, as aulas ao vivo contribuem para a interatividade. “É claro que é algo restrito, mas, é muito importante para o aluno. Ter esse momento de aproximação faz toda a diferença no período de isolamento. Outro ponto importante são os simulados. Esses são importantes para verificar como está sendo a rotina do aluno em casa. Uma forma da escola aferir o aprendizado de cada um e orientar nas melhorias e quais assuntos precisam de reforço”, ressalta.

Ainda sobre a organização da rotina, Glaumo de Sá Leitão ressalta que este não é o momento de forçar a barra aumentando os horários de estudo. O foco, por enquanto, tem de estar em manter o ritmo.

Não estamos no momento da cobrança. Nas próprias escolas, a preocupação agora é mais no resgate emocional do que no pedagógico. Não é o momento de recuperar o tempo perdido em relação a conteúdo. O momento é de manter o aprendizado. Manter o ritmo com acompanhamento”, diz.

O que o GGE oferece

Além das aulas da grade curricular, que estão sendo realizadas ao vivo nos dois turnos, o GGE elaborou uma série de projetos que estão sendo realizados no contraturno para que os alunos do Ensino Médio possam melhor se preparar para o Enem e o SSA. No leque das opões oferecidas, há os programas já conhecidos como os plantões de dúvidas (aulas ao vivo onde os alunos podem resolver questões ou entender melhor determinados assuntos), RediGGE (concurso mensal de redações), oficina de redação (abordando características de um bom texto dentro das regras do Enem) e o simulado online; assim como existem novos projetos que estão sendo desenvolvidos, como as aulas temáticas interdisciplinares, que possuem a presença de mais de um professor discutindo uma determinada temática.

Além desses, outros foram introduzidos à carga horária complementar de forma opcional. São os projetos extraordinários (Outbox Learning), que têm como principal objetivo promover a socialização em tempos de isolamento social. Entre eles, está o clube do xadrez, comunicação em inglês, debate e oratória online e tour virtuais guiados.

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