Como manter foco para a recuperação escolar

As últimas provas acabaram e alguns alunos não tiveram o desempenho necessário para passar de ano. Mas, calma! Tudo é uma questão de organização. Se o aluno possui uma rotina de estudos bem planejada, é possível correr atrás do prejuízo e ultrapassar o obstáculo da recuperação. Além da disciplina para cumprir os horários de estudos estabelecidos, é preciso também ter em mente a necessidade de destinar um tempo para exercícios físicos, para uma alimentação balanceada e, claro, para ter uma noite de sono tranquila. Todos esses aspectos influenciam diretamente no desempenho escolar.

“Você terá horário para tudo desde que se organize. Cada pessoa tem uma dinâmica. Tem gente que, após o almoço, precisa dormir um pouco. Outros, só precisam de uma boa noite de sono. É necessário respeitar o ritmo do organismo”, diz o coordenador pedagógico do Ensino Médio e Pré-Enem da Unidade GGE Caruaru, Tárcio Augusto Farias. Entre as necessidades comuns a todos estão: as três refeições do dia com alimentos balanceados e entre sete e oito horas de sono diários. “As demais demandas são ajustadas. As redes sociais, por exemplo, faz parte da vida deles. Pode usar, mas, não pode passar o dia todo. E aí, o aluno precisa ter um nível de maturidade para entender que aquilo está atrapalhando e tirando o rendimento”, orienta Tárcio Augusto.

As pausas durante os estudos também são importantes. Em geral, os especialistas orientam que a cada hora estudada haja uma pausa de 10 a 15 minutos. Nos finais de semana, é preciso que haja uma dosagem entre uma rotina mais reduzida de estudos, horas de descanso e lazer.

“Quando o aluno está estudando demais, aparecem algumas características como ansiedade, irritabilidade, perda de sono… São sinais que a família e o aluno podem identificar e indicam que algo não está correto. Por isso, é preciso obedecer as pausas e ter uma organização da rotina, evitando que se perca o foco”, alerta o supervisor pedagógico do GGE, José Veiga de Lira Neto.

Já com relação aos esportes, a orientação é um pouco diferente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de exercícios físicos por ao menos 30 minutos, diariamente. Podemos citar vários benefícios ligados à prática de exercícios que farão muita diferença na vida do estudante, inclusive neste período de recuperação escolar. Em primeiro lugar, através da atividade física temos a diminuição do estresse, pois substâncias que causam o relaxamento e sensações de prazer são liberadas em nosso corpo. Também é melhorado o controle da ansiedade e da capacidade respiratória, sendo a respiração uma ótima forma de estimulação ao cérebro, aumentando sua oxigenação.

Além disso, um corpo exercitado, e consequentemente relaxado, fornece uma melhoria na qualidade do sono, o que irá influenciar diretamente no rendimento do aluno nos períodos de estudo e provas, melhorando a capacidade de aprender e de utilizar seus conhecimentos. “O aumento da capacidade de memorização e concentração são dois fatores que podem ajudar o aluno no período de estudos e realização das provas, pois conseguem fazer com que o mesmo possa assimilar uma quantidade maior de conhecimento e utilizá-lo de forma correta, mantendo a calma e o foco”, explica o coordenador de Esportes da Unidade Boa Viagem do GGE, Davy Daher.

Segundo o coordenador, outro ganho está relacionado à postura, principalmente para os alunos que precisam passar de ano e, por isso, enfrentam longas horas de estudos.

Eles passarão por longos períodos de estudos e avaliações em uma posição fixa, e corpos fracos e mal estruturados tendem a ficar mais cansados, o que pode afetar a ansiedade e a concentração. Para esses momentos, inclusive, indicamos que a cada 40 minutos em média, o aluno possa se levantar, alongar-se, caminhar um pouco, para que possa gerar um estímulo e despertar o corpo e a mente para a atividade que está executando”, orienta.

Vale ressaltar que, nesta etapa final de estudos e estabelecimento de uma rotina mais intensa, a presença e o acompanhamento da família são de extrema importância. A escola identifica que há algo errado quando há o baixo rendimento ou a falta de interesse em determinado assunto. Já os pais podem observar em casa o comportamento e apontar onde estão as fugas.

“Não existe processo educativo unilateral. Esse processo só existe com diversos atores: escola, família, aluno. Os três em sintonia para pensar no desenvolvimento como um todo. Os pais precisam impor limites. Existem momentos para tudo e esses limites são de responsabilidade da família”, alerta o supervisor pedagógico José Veiga de Lira Neto.

Disciplina

Esse modelo de organização é recomendado em todas as fases escolares. Para os mais novos, ter uma agenda a ser cumprida, auxilia na criação da rotina de estudos. Para os mais velhos, é uma forma de dosar os estudos e tantas outras atividades, sem que uma coisa atrapalhe a outra.

“Dá tempo para tudo, só precisa de disciplina e organização. O que orientamos é uma organização semanal das atividades, incluindo todas as atividades que o estudante tenha. Inglês, esporte, horários destinados ao descanso, pausa entre um assunto e outro… Tudo isso precisa estar traçado em uma agenda. Não é interessante ao aluno só estudar, mas ele também não pode desperdiçar o tempo todo nas redes sociais, por exemplo. Por isso é preciso organizar”, alerta a psicóloga do Ensino Fundamental 2 da unidade GGE Boa Viagem, Laísa Moreno.

De acordo com Laísa, para que se torne um hábito, essa rotina precisa ser estabelecida desde o 6º ano.

“É quando o contra turno de estudo precisa começar a ser organizado para que dê tempo de se estudar todos os assuntos. Essa implantação da rotina precisar ser acompanhada pelos pais para que seja algo que possa ser cumprido pelos alunos. Às vezes, o autocontrole não é dominado pelo aluno, por isso, os pais precisam estar presentes”, orienta.

Conteúdo relacionado:

0 respostas

Deixe uma Resposta

Deseja deixar seu comentário?
Comente e participe! Sua opinião é muito importante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.