Como introduzir alimentos novos para crianças

Oferecer aos filhos uma alimentação saudável é um desejo e um desafio para os pais. Acontece que nem sempre a criança aceita todos os alimentos e, no meio da rotina cheia de compromissos, o objetivo fica cada vez mais distante. O isolamento social imposto pelo enfrentamento à pandemia da Covid-19 trouxe o tema de volta à rotina das famílias. Com mais tempo em casa, monitorar a alimentação dos filhos ficou mais fácil. Esse pode ser, inclusive, um ótimo momento para adaptar o paladar das crianças e escolher alimentos com maior teor nutricional e que contribuam para deixar o organismo mais saudável.

Promover momentos em família se tornou uma regra neste período de isolamento social. Os alimentos podem ser inseridos nesta programação. “As crianças aprendem brincando e é assim com a nutrição também. Por que não inserir uma receitinha de um alimento novo no meio da programação? É o momento de aproveitar as ocasiões em família para provarem algo novo vendo um filme ou testando um jogo novo, por exemplo”, orienta a nutricionista infantil e professora de Educação nutricional do GGE, Nancy Pernambuco.

O primeiro passo neste processo é criar uma rotina alimentar, já que as crianças são habituadas a seguir os horários, assim como os cardápios da família e da escola. Então, mesmo no momento do confinamento, é importante tentar não mudar muito a programação que é feita quando as atividades acontecem fora de casa. Com essa rotina estabelecida, os pais podem tentar aos poucos introduzir novos alimentos na dieta da criança.

Uma boa dica neste processo é pedir para que ele dê uma aula sobre aquele alimento novo respondendo a perguntas básicas como: Qual sabor ele tem? Qual textura? Qual a cor?

“Fazer da refeição um momento de prazer é um passo essencial. Assim, as crianças aceitarão os alimentos com muito mais facilidade”, diz Nancy Pernambuco.

De acordo com a especialista, quanto mais contato a criança tem com o alimento, mais curiosidade em prová-lo ela terá.

Conte histórias em que esses alimentos estejam presentes, deixe a criança participar da produção da lista de compras da casa, deixe a criança guardar os alimentos com você, higienizá-los, brincar de conhecê-los. Façam receitas juntos, sempre introduzindo o alimento que deseja oferecer. Além disso, o mais importante é lembrar que os pais são exemplos. As crianças vão sempre reproduzir o que os pais fazem”, alerta.

No GGE, os alimentos são abordados dentro do programa de Educação Nutricional voltado para a Educação Infantil. São aulas semanais, com duração de 30 minutos por turma, onde são realizadas atividades lúdicas, contação de histórias e brincadeiras visando o aprendizado sobre alimentação adequada, equilibrada e saudável. “O programa também conta com acompanhamento do estado nutricional anual das crianças e com orientações sobre lanches saudáveis para os pais e responsáveis”, relata Nancy Pernambuco.

Segundo ela, os pais podem contribuir com o projeto dando continuidade a esse exercício no dia a dia das crianças. “Quando existe uma sintonia entre família e escola o trabalho da educação nutricional flui muito mais rápido e se torna eficaz”, ressalta. É bom lembrar que todos os grupos alimentares são importantes para que a criança tenha uma alimentação balanceada. “Cada um tem um papel relevante no crescimento das crianças. Com uma alimentação equilibrada e variada você consegue ofertar todos os grupos alimentares”, orienta Nancy. Uma dica para facilitar a organização e a compra dos alimentos é a elaboração do cardápio semanal. Neste ponto, a criança pode contribuir opinando sobre as escolhas e, neste momento, os pais podem aproveitar para inserir novos itens. “Faça combinações entre os alimentos construtores (proteínas), alimentos repositores (vitaminas e minerais) e alimentos energéticos (carboidratos e lipídios)”, orienta a nutricionista.

Outro ponto importante é sempre oferecer os alimentos às crianças, mesmo que elas já tenham rejeitado o item outras vezes. Isso porque estudos comprovam que devemos oferecer mais de 20 vezes um determinado alimento para a criança antes de saber se ela realmente não gosta.

O ideal é não forçar e não fazer desse momento algo traumático. Seja criativo nos preparos, ofereça de formas diferentes e haja com naturalidade no momento da oferta”, pontua Nancy, completando que a oportunidade de estar em casa é um ótimo momento para ampliar o convívio e a interação.

Algumas sugestões de atividades que podem contribuir para o envolvimento da criança com os alimentos:

  • Piquenique na sala de casa ou no jardim (caso tenham)

  • Chá da tarde, incluindo uma vídeo-chamada para os avós

  • Reuniões online com os amigos da escola para um momento de lanche juntos

  • Preparação de uma refeição junto com os pais

  • Assistir vídeos educativos e músicas que falam de alimentação saudável .

Gostou das dicas? Então, confira os vídeos a seguir, preparados por Nancy Pernambuco, que ensinam algumas estratégias para introduzir novos alimentos na rotina dos pequenos:

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