Como incentivar o aprendizado na era dos nativos digitais

O objetivo dos educadores é dar propósito para que o olhar dos estudantes seja ampliado, mostrando a eles o que tem sentido na utilização da internet

A chegada da pandemia só veio confirmar o que já era fato nos últimos anos, cada vez mais a tecnologia se fixa como protagonista nas diversas áreas, inclusive na educação. O isolamento social demonstrou que, para não ficar para trás, é necessário se atualizar diariamente, seja em relação aos equipamentos ou ferramentas que são criadas para facilitar o nosso dia a dia.

Conhecidos como “nativos digitais”, crianças e jovens desta geração não encontram dificuldades para lidar com toda esta evolução, por terem nascido numa era tecnológica.

Entretanto, por mais que estes nativos digitais estejam totalmente familiarizados com a tecnologia, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet. É o que diz o estudo apresentado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgado durante seminário virtual, com base no relatório Leitores do Século 21 – Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital.

Os dados deste relatório sugerem que os adolescentes são, em grande parte, incapazes de compreender nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir fatos de opiniões.

O estudo demonstra a importância da escola em criar projetos educativos, onde exista a conexão entre o aprendizado em sala de aula com as ferramentas tecnológicas, afim de incentivar os estudantes a utilizar as habilidades digitais para obter um maior aproveitamento da internet em busca de expandir seus conhecimentos.

“A escola tem um papel provocador dentro dessa nova configuração, feita de nativos digitais. Ao aluno de hoje é oportunizado o contato com muitas informações e fontes, mas cabe à escola fazer com que esse aluno pense mais sobre esta informação e de que maneira pode utilizá-la. Como exemplo, posso citar os trabalhos de pesquisas e os projetos extraordinários realizados pelo Colégio GGE, os professores estimulam a utilização da tecnologia como ferramenta de pesquisa, com objetivo de guiá-los a utilizar de maneira correta os meios digitais”, explica a jornalista e autora de um dos projetos do Colégio GGE, Sílvia Bessa.

Para modificar o quadro retratado pelo relatório apresentado pela OCDE, a escola tem, como papel fundamental, a utilização de tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada, robótica, estudos sobre softwares, aplicativos e pesquisas na internet para proporcionar aos alunos experiências práticas, fazendo com que esses estudantes construam o conhecimento de forma ativa.

“A pandemia antecipou, no caso das aulas remotas, o desafio do conceito de escola do futuro. Sabemos que as crianças e adolescentes possuem vontade de aprender mais neste mundo digital. Nós, como colaboradores e educadores, temos que dar propósito para que o olhar dos estudantes não seja só aprofundado, mas ampliado, mostrando a eles o que tem sentido na utilização da internet. Temos nos empenhado no sentido de aprimorar modelos que levem os alunos a acessar tanto os conteúdos programáticos tradicionais, como também o estímulo para pensar fora da caixa, utilizando os meios digitais para as duas situações, concluiu a autora.

Para saber mais sobre os novos projetos de estímulo ao aprendizado do Colégio GGE, acesse: https://gge.com.br/matriculas

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