bullyingO bullying é um acontecimento que se caracteriza por atos agressivos de violência física ou verbal que ocorrem de maneira repetida e por longo tempo. Humilhação social, moral, insultos, agressões verbais e até o desprezo, são formas de bullying entre estudantes.

O agressor do bullying é aquela criança que agride outra, supostamente mais fraca, com o objetivo de machucar, prejudicar ou humilhar, sem ter havido provocação por parte da vítima.

A vítima de bullying é aquela criança que é constantemente agredida pelos colegas e, geralmente, não consegue cessar ou reagir aos ataques.

O bullying não envolve apenas a vítima e o agressor, mas também os sujeitos que testemunham, presenciam e, muitas vezes, por medo ou por não saberem reagir, calam-se diante da violência.

Este problema que afeta milhões de meninos e meninas é reconhecido como um problema crônico nas escolas que além de afetar a aprendizagem, podem causar danos físicos e psicológicos.

Pais, responsáveis, professores e todos os funcionários da escola tem a responsabilidade de se unirem para tornar as escolas ambientes livres de violência e de bullying. Como um adulto – seja no papel de pai ou de funcionário da escola –, você pode fazer muito para acabar com o bullying. Isto precisa do envolvimento dos adultos por meio de muito diálogo e com o aprendizado de estratégias efetivas, o estabelecimento de regras claras e vigilância. As crianças precisam saber que você está presente para guiá-las e protegê-las. Elas precisam de adultos que identifiquem o bullying rapidamente e intervenham de forma confiante e consistente. As crianças precisam de orientações práticas e admiram adultos com os quais podem contar.

O bullying é uma forma de violência comum contra as crianças. De acordo com pesquisas da Plan International e UNICEF –, entre 50% e 70% de todos os estudantes da América Latina já testemunharam ou sofreram bullying.

Segundo a ONG “Learn Without Fear” (Aprender Sem Medo), 350 milhões de crianças e jovens são vítimas de bullying anualmente em todo o mundo. O pediatra e um dos autores do livro “Diga não para o Bullying”, Aramis Lopes Neto, aponta que atitudes violentas dentro da escola geram muita preocupação, pois interferem na formação do indivíduo e deixam seqüelas, principalmente para as vítimas.

Para acabar com o bullying é preciso de um planejamento claro, políticas bem definidas e muita cooperação, pois o mesmo, não pode ser encarado como uma brincadeira ou provocação natural entre crianças e adolescentes e merece atenção para ser prevenido e combatido.

Tanto as vítimas como os agressores de bullying precisam de ajuda psicológica.

O papel da escola é adequar o ambiente escolar para reduzir o bullying e valorizar a diversidade. Medidas para esclarecer o que é o bullying também devem ser realizadas, principalmente para ajudar os pais a identificarem comportamentos e consequências, que muitas vezes ficam mascaradas por algum tempo. A escola aje como um facilitador entre pais e alunos para encaminhar, orientar e resolver a questão.

Algumas das principais medidas a serem tomadas nas escolas incluem:

1- Praticar ações que podem reduzir a incidência das agressões com mobilização de toda a comunidade escolar: professores, coordenadores, pais e alunos.

2- Promover o trabalho de reflexão sobre o Bullying com toda a comunidade escolar e a família;

3- Trabalhar a amizade, solidariedade, respeito às diferenças, não-violência e o amor.

Os pais devem estar atentos se o seu filho tem amigos, se conhece pessoas que sofrem alguma agressão ou se ele mesmo é intimidado na escola. A função da família é permitir que o filho exponha seu sofrimento.

Mas muitas vezes a criança tem medo de dizer aos pais, principalmente porque tem medo de se expor e acha que os pais não vão valorizar os seus sentimentos. No caso dos agressores, a família deve saber corrigi-los para que eles não continuem com as agressões na escola, mas não pelo medo de serem castigados, e sim, pelo tradicional método do diálogo aberto e da educação familiar, que é indispensável a qualquer indivíduo que vive coletivamente e de forma respeitosa.

Texto adaptado pelo SOEP.

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