Amor de mãe é a força mais intensa da natureza humana

“Uma mulher é apenas uma mulher, mas uma mãe é um vulcão, um furacão, uma enchente, uma tempestade, um terremoto. Uma mãe é invencível. Não há perda que ela não transforme em força. Não há passado que ela não emoldure e coloque na parede. Não há medo que a mantenha quieta por muito tempo.” Martha Medeiros 

O amor das mães é a força mais intensa da natureza humana. Em meio aos assépticos e pasteurizados modos de vida que nossa sociedade, cada vez mais urbanizada e capitalista, nos impõem, o amor materno segue sendo a expressão mais intensa e pura da força da vida que teima em renovar a humanidade.

O amor da mãe traz em si a vontade de potência ambivalente. Há no cuidado materno uma racionalidade civilizatória amorosa e um instinto de sobrevivência da espécie. Desde cedo, são nossas mães que alimentam nossos corpos e nossas almas de graça e sentido.

Ainda no ventre materno somos nutridos pela conexão do cordão umbilical. Bem mais do que alimento, experimentamos no útero a sensação de acoplamento amoroso com a nossa fonte de vida. Ao mesmo tempo, nossa existência vai encontrando afago e acolhida com a voz amorosa que nos acalenta.

Não se vira mãe ao parir. Mães são paridas pelo ato de cuidar. Toda vez que uma mulher é levada a sustentar de graça e sentido alguém, com toda a força de sua existência, por amor à continuidade da espécie humana, uma mãe surge. Uma força amorosa imensa envolve a criatura materna. Doravante, a existência da mãe só poderá ser reconhecida pela existência e conexão com o filho. E o filho, só existirá pela existência e conexão com sua mãe.  

Em simples gestos percebemos isso. Ao nascermos, é no seio de nossa mãe que buscaremos alimento e conforto. É com a pele da mãe, seu cheiro, com seu abraço e com seu beijo que nos sentiremos seguros. E aquela mesma voz é que nos ensinará, progressivamente, o nome dos sentimentos que nos inundam desde os primeiros dias.  

Em seguida, o mundo passará a ser explorado a partir de nossos próprios passos. Cada um deles será, pela mesma voz, encorajado. Porém, após os corriqueiros tombos, o mesmo nome será clamado: mãe! O mesmo colo buscado. E todas nossas fomes serão aguçadas com o cheiro de seu amoroso alimento preparado.

A mãe nos ensinará a ter modos e valores que nos permitem viver em família e em sociedade. Contudo, pela força protetora da vida de seu instinto, nossa genitora não fará cerimônia em explodir pela defesa da vida de suas crias. Por isso, o mundo só é, de fato, transformado para melhor, quando a força do feminino é expressada em amor à humanidade.

Em nossos dias, celebramos a progressiva (mais ainda distante, em sua plenitude!) conquista dos direitos das mulheres. A sua entrada no mercado de trabalho, sem dúvida, transformou os modos de vida de nossas famílias e sociedade.

Há muitas mães que adoecem pela culpa de não estarem conectadas pelo tempo e formas que gostariam com suas crias, todos os dias. Um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e uma ideologia cada vez mais individualista e consumista submetem as mães a rotinas cansativas e desumanizantes. Assim, muitas mães muito trabalham para comprar objetos cada vez mais sofisticados e caros para seus filhos. Como elas trabalham tanto para sustentá-los, se iludem que os enchendo de coisas que nossa sociedade valoriza, serão valorizadas. Mal sabem elas que, no fundo, tudo o que os filhos querem é aquela voz, aquela pele, aquele colo e aquele cuidado que sempre embalou suas vidas de graça e sentido…

Há outras tantas mães que já perceberam que a graça de suas existências reside nos pequenos gestos que expressam essa conexão imemorial com a fonte da vida humana. São os gestos simples, amorosos, desde o ventre materno, que nos dão paz, conforto e coragem.

Só as mães possuem dentro de si a força da expressão mais forte da renovação da vida. São elas, portanto, que podem, mais uma vez, renovarem a si mesmas e ao mundo. O amor materno é capaz de “parir” novas existências. As mães podem gestar dias ainda mais felizes, simplesmente por meio do ato de cuidar de alguém. Esse protagonismo só pertence às mães. É algo intransferível, inefável e maravilhosamente inexplicável.

A Equipe do SOEP, reconhecendo a singularidade desse amor, parabeniza a todas as mães neste dia!

Texto Elaborado pelo Psicólogo, Doutor em Educação e Professor da UFPE, Alexsandro dos Santos Machado.

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3 respostas
    • Colégio GGE says:

      Olá, Karina! Tudo bem? Ficamos felizes por ter gostado e identificado-se com o nosso conteúdo! Continue acompanhando nos acompanhando que teremos mais novidades!

      Responder

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