Adolescência: uma fase de conflitos e parcerias

Agressividade, tristeza, felicidade, agitação, preguiça, questionamentos, autoafirmação… Na adolescência, a oscilação dos sentimentos é constante. “A fase mais difícil de se lidar” é como muitos pais classificam o período. Tendo início aos 10 anos e sendo finalizada aos 20 anos, segundo classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é uma fase de transição entre a infância e a vida adulta. É nela onde acontecem as transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. É daí que surgem os conflitos.

São questionamentos de todos os lados. Para o indivíduo que atravessa essa década de transição, são muitas as mudanças em curso, tanto físicas, como emocionais. Para os pais, acompanhar de perto cada uma dessas etapas talvez seja o maior desafio da criação. Em outras palavras, é indispensável estar próximo e manter a relação familiar saudável para conseguir apoiar o adolescente durante este difícil período de transição.

“Oriento muito os pais a respeitarem a identidade dos adolescentes, mas não permitirem o seu completo isolamento da família. Durante a adolescência, eles têm uma tendência a ficar mais trancados no quarto e a optarem em sair mais com os amigos e menos com os pais. O importante é sempre estarem presentes em suas vidas. Os jovens precisam concluir que mesmo os pais não sendo suas verdades absolutas, são suas seguranças afetivas”, diz a psicóloga da unidade Paissandu do GGE, Emanuela Freire.

A eficiência do apoio da família para o jovem que está passando pelas transformações dessa idade é comprovado por pesquisas. De acordo com o Gestor pedagógico do Fundamental 2 e Ensino Médio do GGE, Tayguara Velozo, existem estudos, inclusive de Harvard, que apontam que o índice de maior interferência no desempenho acadêmico de um aluno é o envolvimento da família. “Só o fato da família estar próxima, mantendo uma rotina diária de interesse, faz uma diferença gigante para aumentar o desempenho do aluno nos estudos. Isso sem tom de cobrança, mas mantendo o diálogo e a preocupação de quem está sempre por perto”, pontua.

A presença dos pais também é importante, pois em meio a tantas mudanças, conflitos e descobertas, os adolescentes se veem diante de alguns problemas que podem afetar diretamente o seu desenvolvimento psicológico, como o uso de drogas, a prática bullying e o isolamento social. Por isso, é necessário identificar os fatores de risco para minimizá-los e fortalecer as relações familiares, criando um diálogo para a prevenção de possíveis problemas e acompanhando de perto o dia a dia dos filhos, assim como buscando conhecer bem suas companhias e círculos sociais. Neste sentido, a escola pode servir como um ambiente primordial para reflexão e formação do jovem.

“Promover vínculos entre alunos, professores e colegas de classe, trabalhar a realização pessoal, aprimorar talentos e apresentar informações sobre causas e efeitos das drogas são alguns dos trabalhos desenvolvidos no ambiente escolar. Observamos, então, que a escola, junto com a família, vai trabalhar a resiliência do aluno para que o mesmo seja capaz de superar frustações e situações adversas da vida”, pontua a psicóloga da unidade GGE Benfica, Liliane Nascimento.

De toda maneira, ter o apoio da escola não quer dizer que no ambiente escolar não exista espaço para conflitos. Pelo contrário. O ambiente escolar também passa por um processo de questionamentos, dúvidas e, principalmente, pelo desinteresse em determinadas matérias. Neste caso, o principal desafio é manter na mente dos jovens que, independente das transformações, o foco nos estudos precisa continuar sendo prioridade, mesmo que o tempo passe a ser dividido com as relações sociais. Os adolescentes precisam desenvolver o hábito diário de estudo, principalmente porque é nessa fase em que se dá a escolha profissional, assunto que, por si só, já requer uma série de pesquisas e direcionamentos aos estudos. “Os jovens precisam se sentir monitorados e também necessitam de alguém que imponha limites, mas algo no formato de parceria e vigilância. Uma relação saudável de cobrança”, pontua Emanuela Freire.

Esses são alguns dos motivos que comprovam que a década classificada como adolescência é um período realmente cheio de dúvidas, escolhas, mudanças, conflitos e descobertas. E, como em todas as fases de desenvolvimento, os pais precisam estar sempre alertas, dando espaço ao diálogo e promovendo ainda mais momentos em família.

Para orientar pais e responsáveis acerca desses desafios, o Colégio GGE desenvolveu um e-book que oferece informações e orientações sobre essa fase tão desafiadora: a adolescência. Você pode fazer o download gratuito clicando no link a seguir:

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