A importância do protagonismo do aluno em tempos de pandemia

Com a paralisação das aulas presenciais este se tornou um ponto essencial para o processo de aprendizagem remota

Com a suspensão das atividades presenciais nas escolas, para conter o risco de contaminação pelo novo coronavírus, os alunos tiveram que se readaptar para manter a produtividade no formato remoto.  A modalidade online tornou-se uma nova realidade na vida dos estudantes do ensino básico, que precisaram sair do ambiente escolar físico com o qual já estavam familiarizados a se submeter a um novo o processo educacional. É neste contexto que a autonomia e o protagonismo do estudante ganham ainda mais importância.

Quando falamos em protagonismo do aluno estamos nos remetendo a um processo de aprendizagem eficiente, que, de fato, promova o desenvolvimento. Nesse processo, ele é capaz de fazer escolhas e de perceber a importância do próprio aprendizado”, ressalta a gestora pedagógica do Colégio GGE, Anabelle Veloso.

Os celulares e computadores, que antes eram considerados objetos voltados muito mais para o lazer, acabaram virando grandes aliados nessa jornada. Os alunos utilizam de sua criatividade junto com a desenvoltura para novas tecnologias para interagir e elaborar trabalhos de forma remota, favorecendo o processo de aprendizagem.

O que antes era encarado como diversão, passou a ser o grande suporte do processo de ensino-aprendizagem e isso retirou muitos alunos de uma passividade e de uma mera receptividade de conhecimentos prontos. Em função de uma simples mudança de veículo (presencial x remoto), o conhecimento deixou de ser um obstáculo para ser uma atração, pois, no novo formato, os sentimentos de competência e de pertencimento já estavam atrelados”, destacou Anabelle.

O incentivo ao protagonismo do aluno já está presente na rotina escolar do GGE, sendo, antes de tudo, um movimento que coloca o estudante no centro da aquisição de conhecimento. Tendo como base a cultura maker, o Colégio GGE aposta na metodologia STEAM, abordagem educacional que utiliza ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática como pontos de acesso para guiar a investigação, o diálogo e o pensamento crítico do estudante. Além disso, há ainda programas de laboratório e de robótica pensados especificamente para diferentes segmentos de ensino, que tornam o processo de aprendizado experiencial e os estudantes são levados a pensar em resoluções para os problemas da vida cotidiana.

A professora Kelly Camargo ressalta que no projeto STEAM, os alunos têm livre-arbítrio para escolher os problemas (na sua maioria são de cunho interdisciplinar) para os quais irão desenvolver soluções e construir equipamentos ou técnicas para atingir seus objetivos. Para ela, a experiência de colocar a “mão na massa” é o diferencial que permite o aluno sair do papel de mero espectador para protagonista.

Senti que os alunos que vivenciaram as aulas de laboratório e STEAM tiveram mais facilidade para se adaptar e aprender a trabalhar com essas novas ferramentas (de ensino remoto) do que os que não tiveram essa vivência. Ou seja, de certo modo ficou claro que o uso de metodologias ativas que tornam o aluno protagonista de seu aprendizado não serve apenas para adquirir conhecimento de sala de aula, mas também para torná-lo mais proativo na solução de problemas e na busca pelo conhecimento” ressalta Kelly.

Aline Fortaleza, aluna do GGE Boa Viagem começou a participar das Turmas Olímpicas do GGE em 2015. Até aqui, já colaborou com um projeto da Mercosul sobre a diminuição de tumores cancerígenos.  Também integrou a equipe do YIPT (conhecida como a Copa Mundial de Física) nos anos 2018, 2019 e 2020, sendo a capitã da equipe 2019/20, tendo a professora Kelly como orientadora. Para a estudante, os projetos serviram para contextualizar e tornar mais intuitivo aquilo que é aprendido em sala. “Tendo vestibular para fazer e a adaptação ao Ensino à Distância sendo difícil, os alunos se forçaram a ter um entendimento e um método de estudo mais individual para continuar mantendo a aprendizagem”, lembrou.

O aluno protagonista é aquele que entende o seu papel no processo de aprendizagem, tendo em mente a importância de desenvolver estratégias próprias de estudo. Segundo a gestora pedagógica Anabelle, a autonomia deve ser incentivada desde a relação aluno x escola e filho x família para que tenhamos adultos com voz ativa e mais cientes de sua participação na sociedade.

Com tantas informações disponíveis, os alunos precisam ser levados à assertividade nas escolhas e, sobretudo, na forma de utilização de seus conhecimentos. Essas ações os fazem protagonistas. Alunos protagonistas serão cidadãos protagonistas”, finalizou a gestora.

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