A importância do aprendizado na prática

Ao longo dos anos, o modelo educacional tem se transformado, surgindo novos movimentos no ambiente escolar, como a cultura maker (cultura dos “fazedores”). Esse movimento na educação nasceu inspirado na ideia de “faça você mesmo”, buscando estimular o aprendizado através da execução de projetos e experiências, transformando completamente a sala de aula.

Isso significa que a proposta é transformar o aluno em protagonista do seu processo de aprendizagem, pois faz com ele que saia das páginas dos livros para aprender a solucionar problemas na prática, aplicando as teorias em seus experimentos.

A cultura maker pode e deve estar presente em todas as disciplinas escolares, através do uso de laboratórios e das ferramentas tecnológicas como aliadas do conhecimento, fazendo com que os alunos possam, literalmente, colocar a mão na massa, aprendendo de maneira alusiva e criativa. É uma forma de atrair os nativos digitais (aqueles que já nascem em contato com o mundo virtual) para o universo educacional de forma lúdica e interativa.

A partir do Ensino Fundamental – quando o senso crítico passa a ser mais desenvolvido – o planejamento passa a incluir, além de metodologias interativas que auxiliam na melhor compreensão das matérias, a montagem de aulas práticas em laboratórios, ou aulas em campo, realização de feiras de ciência, trabalhos em grupo, entre outros projetos que estimulem que os alunos sejam agentes ativos na construção do conhecimento.

O GGE dispõe de projetos focados no uso sistematizado dos laboratórios de suas unidades de ensino, envolvendo alunos para que possam praticar todo seu aprendizado realizando experiências.

O fato é que com uma enxurrada de informações à disposição em apenas um clique, os estudantes hoje buscam muito mais do que a teoria. E aí as chamadas aulas práticas ganharam espaço e se tornaram verdadeiros aliados. Muitos ainda associam a aula prática ao uso de equipamentos e materiais relacionando os aspectos teóricos vistos anteriormente a conhecimentos vivenciados. Entretanto, é importante ressaltar que aulas do tipo buscam fixar o conteúdo aprendido em sala de aula, permitindo que os estudantes aprendam a usar o conhecimento adquirido e possam estabelecer novas relações com o mundo.

Em outras palavras, são momentos de interação que, ao mesmo tempo que fazem os alunos colocarem a mão na massa, os incentivam a pensar de maneira crítica e criativa. Conhecendo um ambiente diferente da tradicional sala de aula, o jovem percebe a maneira como o conteúdo aprendido anteriormente está relacionado com o mundo e com o seu próprio cotidiano.

“Os assuntos estão na internet, mas, vê-lo acontecer faz toda a diferença. Não é só assistir. É refletir sobre o que está se passando naquele momento. As aulas práticas incentivam o aluno a não aceitar uma informação sem refletir sobre ela. A metodologia provoca o estudante a pensar sobre o que está fazendo – ou vendo –, a questionar os procedimentos e a criar conexões entre o que está sendo realizado e fatos rotineiros na vida do aluno”, afirma o coordenador pedagógico do Ensino Médio e Pré-Enem da unidade Caruaru do Colégio GGE, Tarcio Augusto Farias.

Outro ponto importante é que as aulas práticas incentivam os estudantes a absorverem o conteúdo fugindo da já ultrapassada metodologia do “decoreba”. É uma forma de contextualizar como as coisas se comportam para que eles compreendam e não apenas decorem para as avaliações. O ambiente e os materiais são fatores muito potentes para esse tipo de aprendizagem, por isso, a escola deve lançar mão, cada vez mais, de espaços de aulas concretas como os laboratórios, brinquedotecas, hortas e jardins.

“Por meio da utilização do concreto, especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, é possível compreender qual a situação social daquele conteúdo, como ele se comporta frente às intercorrências reais e quais as possíveis variáveis para que ele aconteça. Esse somatório de experiências solidifica o conhecimento, considerando também os pressupostos individuais, ou seja, como cada indivíduo aprende os conceitos técnicos”, explica a gestora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 da unidade Boa Viagem do Colégio GGE, Nayana de Paiva.

Além dos laboratórios, as excursões pedagógicas se enquadram nessas vivências. As aulas passeios se tornam uma vivência ainda mais completa, pois além do fator cinestésico da aprendizagem, esses locais trazem informações científicas e culturais.

“É uma maneira de extrapolar o conteúdo didático e possibilitar que os alunos tenham uma imersão maior no assunto estudado, sendo estimulado a pesquisar e conhecer mais sobre aspectos que, somente na teoria, não seriam tangíveis”, pontua Nayana de Paiva.

A partir do Ensino Fundamental, os alunos do GGE participam de diversas excursões pedagógicas, que unem a curiosidade ao conhecimento de diferentes conteúdos, como Matemática, Física, Biologia, História, Geografia, Ecologia, Zoologia e Botânica.

As chamadas feiras de ciências (ou feiras científicas) também agregam um enorme valor ao processo de aprendizagem do aluno. Junto à valorização do estudante, pois são momentos onde os alunos irão apresentar à comunidade o resultado de um estudo, os eventos trazem consigo o estímulo à pesquisa, a lapidação da oralidade, a adequação do discurso, expansão do conhecimento além da visibilidade das competências e habilidades. O Colégio GGE promove, a cada dois anos, a chamada Mostra de Iniciação Científica (MIC). Trata-se de um projeto pedagógico que envolve os alunos do Ensino Fundamental na criação de projetos científicos, que contam com o apoio de toda a equipe pedagógica no processo de construção da pesquisa e desenvolvimento dos trabalhos.

Mais do que uma feira de ciências, a MIC é um evento bienal que apresenta a produção científica dos alunos do Colégio GGE, com pesquisas autênticas orientadas conforme a metodologia científica.

A iniciativa envolve o estudante na criação de trabalho científico em diferentes etapas, desde o levantamento de uma hipótese, realização de um estudo teórico, passando pelo desenvolvimento de projeto físico, que é exibido e apresentado pelos alunos em um stand, que será visitado por outros alunos e familiares e examinado por uma banca de professores.

É um momento importante de escola e família trabalharem juntas. É natural que no início haja certa reticência pela exposição, mas é muito importante que tanto a escola assuma o papel de promover conteúdos que despertem o desejo das crianças pela pesquisa, experiência e apresentação, quanto a família demonstre o quanto é importante o aluno participar, valorizando seu esforço em cada conquista, por menor que pareça”, ressalta Nayana.

A cada dois anos, os alunos do Colégio GGE apresentam seus talentos artísticos no palco do GGE Cultural, reunindo trabalhos em artes plásticas, música, dança, teatro e vídeos.

Além da MIC, o GGE cultural é outra proposta que dá ao aluno a oportunidade de descobrir e valorizar seus talentos, habilidades e aptidões artísticas. O evento bienal apresenta ao estudante um tema central e, a partir dele, as turmas do Ensino Fundamental escolhem subtemas para trabalhos em artes plásticas, música, dança, teatro e vídeos. É uma forma de estimular a criatividade, desenvolver o senso crítico e, ainda, dar a oportunidade do trabalho em grupo, onde cada membro pode apresentar diferentes habilidades.

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