As crianças aprendem a comportar-se em sociedade ao conviver com outras pessoas, principalmente com os próprios pais. A maioria dos comportamentos infantis é aprendida por meio da imitação, da experimentação e da invenção. Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer.

Comumente são usados diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender”. “Sabemos que não devemos deixar…, mas é tão engraçadinho”.

É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

Portanto, cada vez que os pais aceitam uma contrariedade, um desrespeito, a quebra de limites está fazendo com que seus filhos rompam o limite natural para seu comportamento em família e em sociedade.

Além disso, esses comportamentos tendem a ir ganhando força a medida que os filhos crescem.

Apesar de representarem figuras de autoridade, os pais que não reagem à quebra de limites dos filhos acabam permitindo que estes, muito mais frágeis, os sobreponham, invertendo a hierarquia natural e impossibilitando a vivência de sentimentos importantes para o seu desenvolvimento.

A força dos pais está em transmitir aos filhos valores importantes para vida. Desde pequeno é importante exercitar a compreensão entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

Pedir um brinquedo é aceitável, mas quebrar o brinquedo meia hora depois de ganhá-lo e pedir outro, é inaceitável. É importante estabelecer limites bem cedo e de maneira bastante clara, pois, mais tarde, a reação e a aceitação diante das frustrações será ainda mais difícil.

No que se refere aos estudos a mensagem também é clara: estudo é essencial! Portanto, os filhos têm obrigação de estudar. Caso não o façam, deverão sempre que arcar com as consequências de seus atos e estas deverão ser previamente estabelecidas pelos pais.

É importante que o retorno às aulas seja marcado pelo retorno às responsabilidades. Só deverão brincar ou jogar depois de estudar, por exemplo.

Naquilo que é essencial, os pais deverão dedicar mais tempo para acompanhar de perto se o combinado está sendo respeitado e demonstrar todo amor e carinho pelos seus filhos. Os filhos precisam entender que têm a responsabilidade de estudar e que seus pais os estão ajudando a cumprir um dever que faz parte da “brincadeira” da vida.

Um ótimo retorno a todos!

Texto adaptado pelo SOEP, baseado no livro “Disciplina-Limite na medida certa” (TIBA, Içami).

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