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Projeto Sexualidade auxilia pais na educação sexual dos filhos

Vai longe o tempo em que as crianças acreditavam na história da cegonha. A era da informação trouxe consigo crianças cada vez mais precoces, surpreendendo e confundindo a maioria dos pais sobre os momentos mais adequados para falar de temas normalmente constrangedores. Os mitos e tabus que são repassados de geração em geração sobre sexualidade estão sendo abordados no Projeto Sexualidade, coordenado pelo professor de Biologia, Marcos Barros, e pela psicóloga do GGE, Milenne Guerra.

Antes de iniciar as discussões com os alunos, os coordenadores do projeto enviaram uma circular aos pais com questões sobre sexualidade, com o objetivo de traçar um perfil das famílias dos alunos GGE. Com base no material coletado, os coordenadores do projeto concluíram que mais de 80% das famílias que responderam o questionário, têm o hábito de conversar com os filhos sobre sexualidade, o que, segundo a psicóloga, reflete um certo grau de amadurecimento da sociedade.

Na etapa seguinte, aconteceu a primeira oficina do projeto, sobre os termos “sexo” e “sexualidade”. Além de quebrar o gelo, este primeiro contato mostrou aos coordenadores do projeto a existência de algumas contradições sobre os respectivos conceitos, entre alguns alunos.

Na segunda oficina, os alunos começaram a construir histórias a partir de imagens, traçando
um perfil biológico da adolescência até a gestação de um bebê, estendendo-se por assuntos como gravidez na adolescência, conhecimento do próprio corpo, homossexualidade e sexualidade na terceira idade.

Na terceira oficina, os alunos discutiram as alterações nos seus corpos ocasionadas pela puberdade. A discussão foi enriquecida com um grupo de alunas da 8ª série que, convidadas pelo professor Marcos, apresentaram uma pesquisa desenvolvida por elas mesmas sobre as concepções dos alunos do Ensino Médio do GGE sobre a sexualidade. O trabalho foi apresentado primeiramente na Mostra de Iniciação Científica do GGE – MIC 2004, dia 09 de outubro, no Sport Club Recife. “Essa atividade mostra que os trabalhos desenvolvidos na MIC não cessaram com o seu término. Criou-se no Colégio GGE uma rede de estudantes loucos pela pesquisa”, comemora Marcos.

A quarta oficina foi uma divertida brincadeira de perguntas e respostas. Para evitar constrangimentos, os coordenadores do projeto criaram um recipiente para receber as perguntas anônimas dos alunos. Organizados em um grande círculo, estes repassavam a caixa entre si enquanto uma música era reproduzida. Quando a música parava, o aluno que estava com a caixa retirava-lhe uma pergunta e tentava respondê-la. Nesse momento, os coordenadores do projeto reforçavam as respostas dos alunos.

Masturbação e orgasmo foram os temas mais abordados pelos estudantes. Apesar dos momentos de descontração, a preocupação dos coordenadores foi de passar sempre informações verdadeiras com ética e responsabilidade, respeitando a fase da adolescência e o diálogo de casa. “A escola ajuda, mas é na família que precisa haver espaço para o diálogo”, afirmou Milenne.

Outro tema freqüentemente abordado pelos coordenadores foi a prevenção contra a AIDS. Segundo as estatísticas mais recentes, os adolescentes são hoje as principais vítimas da doença no mundo. Para o professor Marcos, as oficinas contribuíram para levar os alunos a perceberem de forma lúdica e prazerosa a importância da responsabilidade em suas vidas.

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